Dom João comemora Jubileu de Diamante

Diocese
07·Abril·2018

Neste sábado, dia 07, a diocese de Barra do Piraí – Volta Redonda iniciou as comemorações pelo Jubileu de Diamante de dom João Maria Messi, ou seja, 60 anos de Ordenação Presbiteral. Uma missa presidida por dom João foi celebrada na igreja Santa Cecília, em Volta Redonda e contou com a participação do bispo diocesano dom Francisco Biasin, do bispo emérito de Valença, dom Elias Maning, e do bispo de Valença, dom Nelson Francelino. Também participaram padres, diáconos, junto com todo o povo de Deus. 

Na saudação inicial, dom João agradeceu a fraternidade dos amigos bispos, padres, diáconos e família e pelas orações das religiosas e todos os fiéis, pelos 60 anos de sua ordenação. “O povo está em festa pelo ministério que o Senhor me ortogou há 60 anos”. Ainda durante sua saudação, dom João agradeceu a ação missionária da mulher, fazendo referência à reflexão da leitura do dia. “Muitas mulheres nos evangelhos são mencionadas como missionárias. Aquelas que em primeiro plano permaneceram mais próximas de Jesus, até depois do sepultamento, Madalena e outras, então eu quero uma salva de palmas para as mulheres”, destacou.

Dom João também colocou em intenção os que não crêem em Jesus e pediu oração por todos os jovens, lembrando que este ano será dedicado ao Sínodo dos Jovens, que será realizado em outubro, no Vaticano. “Amemos os nossos jovens, acolhamos os nossos jovens, rezemos por eles, sejamos como eles: corajosos, e às vezes também errar com eles, porque ninguém é isento de erro, mas com eles erramos e com eles saberemos nos corrigir. Não sejamos juízes e críticos dos nossos jovens. Amemos, porque só o amor, a compreensão e acolhida, essa integração evangelizadora, nos ajudará”, concluiu.

 

Vocação

Dom João Maria Messi foi bispo diocesano de Barra do Piraí – Volta Redonda entre os anos 2000 e 2011. É sempre apontado como um motivador das vocações e da formação de padres e leigos e pelo testemunho a partir da fé em Jesus Cristo, como enfatizou dom Elias Maning durante a homilia.

“São 60 anos em que dom João mostrou muita segurança e mostra, como Pedro e João. E a gente se pergunta: de onde vem essa segurança que Pedro, João e deste João que celebramos aqui hoje? De um encontro com Jesus Cristo. E não é um Jesus qualquer, mas o Jesus vivo, ressuscitado, Aquele que sempre falamos que está no meio de nós. Por isso a gente agradece a Deus em primeiro lugar pelos 60 anos de padre de dom João. Alguns teólogos dizem que nós somos salvos, justificados não pela nossa fé, mas pela fé de Jesus. Explico. Não que Jesus precisava acreditar em seu Pai, Ele acrediatava, era um com o Pai. Mas a fé de Jesus no sentido de fidelidade, obediência. Essa é a fé de Jesus que nos salva. Agradecemos a Jesus pela Sua fidelidade e pelo fato de ter chamado dom João há 60 anos para receber o dom do seu sacerdócio", disse.

 

A serviço do povo de Deus

Mesmo emérito, dom João sempre se mostrou solícito em ajudar no pastoreio, como conselheiro e amigo como destacou o bispo diocesano, dom Francisco Biasin. “Durante uma visita, dom João me disse algumas palavras que posso manifestar hoje. Me disse que na oração das Laudes, o senhor lembra do Santo Padre, do representante dele aqui no Brasil, lembra do bispo diocesano e oferece a sua oração pela diocese e tantas outras intenções que o senhor tem. Eu fiquei amparado por essa sua oração. Com certeza se algum bem se consegue fazer é pela graça de Deus. E a graça vem da oração. Vem do pedido feito por homens e mulheres justos que diante de Deus intecerdem pela Igreja e por nós”, relembrou dom Francisco ressaltando ainda um discurso feito por papa Francisco a Bento XVI. “Para Francisco disse a Bento XVI: ‘A presença do bispo emérito, um papa emérito numa diocese, na Igreja é como a presença de um avô. Que sabe acolher as pessoas. Não exerce mais uma autoridade jurídica, mas que tem uma grande autoridade moral e pastoral’. Eu tenho certeza que o senhor, nestes anos em que estamos juntos, acolheu liegos, leigas, seminaristas, padres, que se abriram com o senhor e que o senhor acolheu e ajudou, sobretudo em momentos de algumas dificuldades pelas quais eles passaram. A cada dia e cada ano que passa eu experimento a sua fraternidade, eu diria até mais, amizade, mais ainda comunhão episcopal, fraterna. Eu agradeço muito a Deus pelo seu ministério, pelo o que o senhor reverberou e reverbera na nossa Igreja Particular e também na minha pessoa. E peço que o Senhor o deixe ainda muito tempo entre nós para que seja a presença de Deus Pai no meio de nós”, finalizou dom Francisco.

Para encerrar as homenagens, padre José Vidal falou representando os padres da diocese. Ele destacou três características de dom João: pai, amigo e irmão.

“Pai, no sentido de alguém que soube e sabe exercer a autoridade que lhe foi confiada...amigo de querer bem o bem do outro. Alguém que se esforçou e se esforça para que este bem do outro aconteça. Por fim, irmão, no sentido de que dom João sabe ‘gastar tempo’ com as pessoas, ou seja, valoriza a convivência. E nestes momentos é alguém que pensa com a gente as ações que devem ser tomadas. E neste sentido nos faz crescer como pessoa e como Igreja”.

Após a missa, houve um café partilhado no pátio da igreja. Dom João volta a celebrar o Jubileu de Diamante no dia 20/04, às 19h30, na igreja Nossa Senhora da Conceição, no Conforto, ao lado de dom Francisco Biasin, que comemorará o seu Jubileu de Ouro de Ordenação Presbiteral.

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