Semeando o cuidado: as Pastorais Sociais em tempos de Pandemia

Diocese
08·Julho·2020

O atual contexto do mundo vem mudando cada vez mais o jeito de ser Igreja. A adequação às regras de segurança com certeza mudaram muitas coisas, mas nada comparado ao mar de generosidade que a pandemia causou. Todo esse amor e atenção aos apelos dessa nova realidade fez destacar ainda mais os trabalhos das Pastorais Sociais, que incansavelmente lutam para que os mais necessitados sejam vistos, ouvidos e cuidados.

De acordo com o coordenador das Pastorais Sociais na diocese, padre Paulo Sérgio Almeida, esse é um tempo de aprendizado para as mais diversas formas de se trabalhar pastoralmente. Foram adaptações feitas para as transmissões da Santa Missa, com a Pascom; reuniões e encontros online para os estudos do Círculo Bíblico, entre tantas outras atividades que permanecem acontecendo, mesmo que à distância.  "É importante lembrar que tudo isso não acontece de forma homogênea. Existem limites e realidades em cada paróquia e comunidade, mas é o nosso esforço. Um esforço de expandir e manter acesa a chama da evangelização, formando novos hábitos criativos. De dentro de nossas casas nós, pela força das circunstâncias, nos tornamos uma Igreja em saída", disse.

Cuidando da saúde

Diante do cenário de preocupante de propagação do vírus, a Pastoral da Saúde da Região Pastoral de Resende/Itatiaia segue realizando a confecção e doação máscaras de proteção para os mais vulneráveis e com menos condições. Kátia Cristina, organizadora da ação e coordenadora da Pastoral na região, disse ter sido uma ideia do bispo diocesano, dom Luiz Henrique, que veio de encontro com os trabalhos já realizados por eles.  "Nós já procurávamos algo para preencher essa lacuna em meio ao isolamento social. A ideia veio em uma boa hora, todos abraçaram e está sendo um trabalho muito bonito. Nossa região está de parabéns", contou. As máscaras são distribuídas na região e também doadas aos Vicentinos e para a Pastoral de Rua.

 

Atenção aos pequenos

O isolamento social, de fato, é um momento difícil para todos. Com a intenção de não deixar os pequenos de lado nesse tempo, as atividades da catequese também seguem acontecendo. Elaine Teixeira, catequista na paróquia São Luiz Gonzaga, em Volta Redonda, afirma que esse é um momento muito delicado e que as crianças precisam dessa atenção especial. "A catequese online ajuda a direcionar nosso pensamento a outros assuntos, como falar da Igreja, seus santos, suas festas. Assim, tiramos um pouco do medo do isolamento, deixando o carinho das catequistas com as crianças e suas famílias", explicou.

Elaine explica que as atividades são enviadas aos sábados e tem o retorno domingo. Segundo a catequista, as crianças recebem muito bem a ideia de fazerem as atividades em casa. "Eles fazem tema da semana e devolvem com grande alegria para nós catequistas. Alguns querem que seus pais façam juntos com eles e nos enviam as fotos da atividade juntos seu espaço de oração", disse.

 

Internet como espaço de união

As lives têm sido grandes aliadas dos trabalhos da Pastoral da Sobriedade. Luiz Fernando, coordenador diocesano, afirma que nesse momento a adaptação é essencial e que laços foram fortalecidos devido ao momento. "Os trabalhos estão sendo todos orientados de forma a serem realizados online. Nossa maior dificuldade é a distância dos grupos com os assistidos que acompanham estarem sem participar do grupo de autoajuda. Nesse sentido, as lives alcançam e podem atingir nas comunidades, paróquias e diocese", pontuou.

 

Educação

Outro trabalho de destaque nesse tempo é o Pré-vestibular Solidário. O projeto, já em ação desde antes da pandemia, trabalha com jovens e adultos que prestarão o Enem e não têm condições de pagar por um cursinho.  As aulas, que aconteciam no salão da igreja, agora estão sendo realizadas por meio de plataforma digital. De forma gratuita, jovens e adultos têm acesso a aulas de diversas matérias com professores capacitados.

"Essa é uma missão que assumimos, pois acreditamos que a educação liberta de todas as prisões.  Estamos entusiasmados com esse serviço que é pura gratuidade. Entendemos que com a partilha do saber, construiremos uma sociedade mais livre, com identidade e pronta para lançar-se para águas mais profundas. Estamos a serviço do Reino", disse uma das responsáveis pelo projeto, Joana D'Arc de Oliveira. O projeto é totalmente gratuito e também é coordenado pelo padre Matias Ramos e por Bruno de Alencar de Oliveira.